
É a partir de aproximadamente 8 meses, quando já conseguimos nos perceber como seres distintos dos outros e somos capazes de reconhecer nossas principais figuras de cuidado, que também nos tornamos capazes de nos enlutar.
É possível afirmar que as primeiras vivências de luto acontecem ainda cedo no curso da vida. O desmame, o desfralde e o nascimento de um irmão, por exemplo, enquanto eventos que mudam de forma definitiva uma situação anterior, podem representar vivências de perda e gerar processos de luto.
Nestas situações, a criança pode sentir emoções novas e desafiadoras para as quais geralmente ainda não tem repertório verbal para conseguir se comunicar. É comum que essas emoções se expressem então por meio de mudanças no comportamento, como choros, birras, isolamento ou maior agressividade, por exemplo.
O acolhimento dos adultos é fundamental nestes momentos, pois ajuda a criança a sentir-se amparada e facilita que ela consiga processar internamente suas emoções frente à situação nova e desconhecida. Além disso, o registro positivo de validação dos sentimentos e suporte nas primeiras experiências de luto tende a se configurar em um fator protetivo, favorecendo a adequada elaboração de lutos futuros.
Imagem: Site Mignific (Usada para fins ilustrativos, não visa lucros.
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