
Não, nem toda situação de perda irá gerar um luto e nem todo luto é igual. Uma mesma situação pode ser sentida de formas completamente diferentes para dois indivíduos distintos, pois cada um tem um vínculo particular com aquilo ou aquele que foi perdido.
Considere uma mudança de cidade: talvez para um adolescente isso represente uma triste despedida da casa onde cresceu e dos amigos da infância, enquanto para outro represente uma empolgante oportunidade de viver em outro lugar e se relacionar com novas pessoas.
Ou ainda: a morte de um funcionário da escola. Enquanto para um aluno, para quem aquela pessoa representava um verdadeiro porto seguro, o falecimento seja sentido como uma grande ruptura na rotina, para outro aluno, com o qual não havia um relacionamento tão próximo, a ausência não terá grandes repercussões.
É o quanto algo ou alguém é significativo para nós que determinará como nos sentiremos diante da sua perda.
Dito isto, vale ressaltar que não existe uma hierarquia de importância entre os lutos. Todo enlutado, seja por uma morte concreta ou pela perda de algo simbólico, merece acolhimento e cuidado.
Imagem: Envato (Usada para fins ilustrativos, não visa lucros.
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